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TRE cassa Pinduca filho e torna Pinduca pai inelegível
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Estado de Minas Marcos Vieira/EM/D.A. Press Apesar de comemorar aniversário em setembro, Pinduca divulgou convite para festa em fevereiro
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) confirmou na quarta-feira a decisão de primeira instância que tornou o deputado estadual Pedro Ivo Ferreira Caminhas, o Pinduca (PP), inelegível por três anos e cassou o mandato do filho dele, Leo do Pinduca (PPS), eleito vereador de Betim, na Grande BH, em 2008. Por cinco votos a zero, a corte considerou que o serviço de transporte em ambulâncias e as festas oferecidas pelos dois a moradores de Betim configuram abuso de poder econômico. Se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantiver a punição, Pinduca ficará impedido de tentar mais um mandato em 2010.
Reportagens do Estado de Minas mostraram que os parlamentares ofereceram churrascos, distribuindo carne aos eleitores em bairros de periferia da cidade. Pinduca é famoso pelas suas ambulâncias, que servem de transporte na região e as quais voltou a propagandear em programa eleitoral do partido no mês passado, quando disse ter 30 unidades. Para a juíza relatora do caso, Mariza Porto, o serviço de ambulância oferecido por Pinduca e o filho em Betim “é uma propaganda eleitoral permanente”.
Outro fato destacado por ela foi o churrasco feito pelo deputado em fevereiro de 2008, quando supostamente comemorou seu aniversário de 56 anos por três dias consecutivos. O detalhe é que o aniversário do parlamentar, conforme divulgado pelo Estado de Minas na época, é em 7 de setembro. Para reunir os “amigos”, Pinduca distribuiu vários convites nos quais posava em foto ao lado do filho vereador e chamava para a festa com churrasco, música ao vivo e brindes.
Acompanhada pelo voto dos demais juízes, Mariza Porto também entendeu que Pinduca vinculou sua imagem à do filho para levá-lo ao mundo político. Quem fez a defesa do deputado e do filho foi o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral Torquato Jardim, que tentou apontar inconsistências no processo, mas não impediu a decisão, da qual cabe recurso ao TSE. Conforme parecer do procurador eleitoral José Jairo Gomes, “essas ações assistencialistas caracterizam abuso de poder econômico e político pela gravidade, repercussão e reiteração, compremetendo a legitimidade do pleito”.
Pinduca e o filho já haviam sido declarados inelegíveis pela Justiça Eleitoral de Betim em setembro do ano passado. A decisão do juiz Dirceu Walace Baroni vale para as eleições que serão realizadas nos três anos subsequentes às de 5 de outubro de 2008. Na ocasião, também foi cassado o registro de Leo do Pinduca. Para aquele pleito o magistrado determinou que, depois do trânsito em julgado, os autos sejam remetidos ao Ministério Público Eleitoral para eventuais providências nos campos disciplinar ou criminal.
Conforme representação do MPE, Pinduca e o filho vêm abusando do poder econômico “por meio da distribuição regular de bens de consumo aos eleitores, tais como alimentos, bebidas, além de serviços de transportes e até mesmo um ‘disque-saúde’, com disponibilização de ambulâncias, direcionados à veiculação das ‘ações políticas sociais’ e à formação, na consciência do eleitorado, de que a família Pinduca seria a que mais vantagens traz”.
Ao julgar procedente a acusação, o juiz Dirceu Baroni considerou que os depoimentos de testemunhas comprovaram a prática de assistencialismo dos Pinducas. O magistrado entendeu que as ações foram voltadas à captação ilegal de sufrágio e que houve potencialidade suficiente para macular as eleições. Além das conhecidas ambulâncias para transportar os moradores de Betim, a Justiça Eleitoral considerou os churrascos em que os políticos distribuíam carne aos eleitores. Pinduca não foi localizado em gabinete na Assembleia nem pelo celular para comentar a decisão do TRE.
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Ministério corrige número de casos de Influenza A no Brasil
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O Ministério da Saúde corrigiu o número de pessoas infectadas pelo vírus Influenza A (H1N1) no Brasil. Ontem (28), o ministério informou 627 casos da doença, mas dois dos casos -um em Minas Gerais e outro no Paraná- foram contabilizados duas vezes, o que causou o erro. Com a correção, o número de casos no Brasil, até as 15 horas desta segunda-feira (29), está em 625. Até ontem (28), o ministério acompanhava 673 casos suspeitos e já tinha descartado 933 casos.
Um caminhoneiro gaúcho de 29 anos foi a primeira vítima da nova gripe no Brasil. Segundo a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, ele era de Erechim (RS), estava internado em Passo Fundo (RS) e morreu neste domingo (28). O caminhoneiro, de acordo com o Ministério da Saúde, contraiu a doença durante uma viagem à Argentina e estava internado há cerca de dez dias. Fonte: Globo.com/G1
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Família de Michael Jackson deve pedir nova autópsia
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Michael Jackson acena na saída do tribunal em Santa Barbara (03/06/2005) Os parentes do cantor Michael Jackson devem pedir uma autópsia independente para investigar a causa de sua morte, ocorrida na quinta-feira, segundo afirmou o pastor Jesse Jackson, amigo da família. O pastor e ativista do movimento negro americano disse em entrevista à rede americana de TV ABC que a família de Michael Jackson estaria frustrada com a quantidade de perguntas ainda sem resposta em relação à morte do cantor.
Segundo Jesse Jackson, que passou a sexta-feira (26) acompanhando a família em Encino, na Califórnia, as principais atenções deles estão voltadas para o papel do médico pessoal do cantor, identificado como Conrad Murray, nos momentos anteriores à morte e sobre o suposto abuso de medicamentos que poderia tê-la provocado.
Murray teria injetado um poderoso calmante e analgésico em Michael Jackson antes de sua morte e teria testemunhado quando o cantor ficou inconsciente. O médico teria desaparecido após a morte. O corpo de Michael Jackson foi liberado para sua família na noite da sexta-feira e estaria sendo mantido em um local não divulgado.
IML Na sexta-feira, o Instituto Médico Legal de Los Angeles havia descartado a possibilidade de crime como a causa da morte de Michael Jackson e informou que serão necessários mais exames para determinar a causa exata da morte do artista. Em uma entrevista logo depois da realização da autópsia, que durou três horas, Craig Harvey, porta-voz IML de Los Angeles, afirmou que não havia sinais de crime no corpo.
Segundo Harvey, apenas depois da realização dos outros exames será possível estabelecer a causa da morte, o que poderia levar de quatro a seis semanas. Familiares e amigos do artista expressaram preocupação com a suposta dependência do artista a medicamentos e há especulações de que a morte estaria relacionada a essa dependência e ao estresse.
Suspeitas Para Jesse Jackson, que apesar do sobrenome não tem parentesco com o cantor, a atitude do médico levanta suspeitas. “Quando esse médico veio? O que ele fez? Ele deu uma injeção, e se deu, de que?”, questionou. “Sua ausência (do médico) levanta questões substanciais que não vão sumir enquanto não forem respondidas.”
Segundo ele, a família do cantor tem suspeitas sobre Murray. “E eles têm uma verdadeira razão para ter suspeitas, porque qualquer outro médico diria: ‘Isso é o que aconteceu na última hora de sua vida e eu estava lá. Eu dei a ele uma medicação’”, afirmou o pastor.
Questionado se a família vai pedir uma nova autópsia independente, Jesse Jackson afirmou: “Estou seguro de que eles deveriam, e eles provavelmente o farão”.
Gravação Os Bombeiros de Los Angeles divulgaram na sexta-feira uma gravação do telefonema feito na quinta-feira da casa de Michael Jackson para o serviço de emergência, pedindo por socorro. A pessoa que ligou para o número de emergência afirmou que o artista estava sendo atendido por um médico, o médico pessoal de Jackson que testemunhou o primeiro desmaio, mas estava inconsciente.
"(O médico) está massageando o peito dele, mas ele não reage a nada", afirmou a pessoa. Um porta-voz da Polícia de Los Angeles informou que os investigadores conversaram rapidamente com o médico na quinta-feira, mas queriam falar com ele novamente.
A polícia também informou que o carro do médico que estava na casa de Michael Jackson foi apreendido. A porta-voz da polícia Karen Rayner afirmou que o médico não está sendo investigado, mas que o carro "pode conter medicamentos ou outras provas que podem ajudar os legistas a determinarem a causa da morte".
Saúde De acordo com o IML de Los Angeles, o músico foi declarado morto na quinta-feira, por volta de 14h no horário local (18h, no horário de Brasília), no centro médico da UCLA. Segundo um porta-voz do hospital, Michael Jackson sofreu um ataque cardíaco.
O músico, que tinha um histórico de problemas de saúde, iria começar uma série de shows que marcaria seu retorno aos palcos, a partir de 13 de julho, em Londres.
No mês passado, preocupações sobre o estado de saúde do cantor vieram à tona depois do adiamento de quatro desses shows. À época, no entanto, os produtores alegaram que os adiamentos teriam acontecido devido à complexidade dos espetáculos.
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Brasil possui 591 casos confirmados da nova gripe, diz Ministério da Saúde
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Do G1, em Brasília
José Carlos Temporão é o ministro da Saúde
O Ministério da Saúde informou neste sábado (27) que foram confirmados mais 69 novos casos de infecção pelo vírus Influenza A (H1N1), nos estados de São Paulo (34), Rio de Janeiro (8), Rio Grande do Sul (7), Paraná (7), Minas Gerais (4), Distrito Federal (2), Santa Catarina (2), Espírito Santo (2), Pará (1), Maranhão (1) e Amazonas (1). Com os novos casos, o total de confirmados no país chega a 591. Esse número inclui os casos informados ao Ministério da Saúde pelos três laboratórios de referência para o diagnóstico da influenza (Fundação Oswaldo Cruz/RJ, Instituto Evandro Chagas/PA e Instituto Adolf Lutz/SP) e/ou pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Para todos os casos, estão sendo realizados busca ativa e monitoramento de todas as pessoas que estabeleceram contato próximo com esses pacientes. Do total de casos confirmados, dois pacientes do Rio Grande do Sul estão internados. A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, com apoio do Ministério da Saúde, acompanha a evolução do quadro clínico dos pacientes. Os dois casos foram infectados no exterior.
Até 25 de junho, o Ministério da Saúde acompanhava 477 casos suspeitos no país. As amostras com secreções respiratórias dos pacientes estão em análise laboratorial. Outros 782 casos foram descartados.
Casos pelo mundo Pelo mundo, o número de casos da doença não para de crescer. A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou em seu boletim desta sexta-feira (26) um aumento de 3.947 casos da gripe em relação ao último registro, de quarta-feira.
Segundo a agência da ONU, na sexta-feira (26) haviam no mundo 59.814 infectados pelo vírus influenza A (H1N1) e 263 pessoas mortas em decorrência da doença, sem contar o caso brasileiro. O maior aumento de casos ocorreu no Chile, que registrou mais 871 casos em apenas dois dias.
Combate à doença Em nota, o Ministério da Saúde detalhou as novas medidas para enfrentar a doença no Brasil. Veja os principais pontos. Medida 1: Os estados e municípios passaram a contar com parâmetros básicos, para orientar eventuais suspensões de atividades em locais públicos ou coletivos. É o caso de creches, escolas, empresas, por exemplo. A recomendação é que se evite fechamentos desnecessários desses locais, o que poderia aumentar essa sensação de intranqüilidade entre a população. O que o ministro reiterou é que não sejam tomadas medidas sem a consulta prévia aos órgãos de vigilância sanitária e de saúde pública de cada município.
Medida 2: Houve ampliação dos cuidados para se reduzir o potencial de resistência do vírus ao tratamento e para se evitar que uma maior quantidade de pessoas desenvolva reações à medicação aplicada para os casos de Influenza A (H1N1). Isso significa uma mudança de protocolo no atendimento dos pacientes.
“A preocupação é dar medicamento nos casos clínicos onde não é necessário dar medicamento, onde o próprio organismo vai dar um andamento natural a essa doença sem nenhum tipo de risco à pessoa. Estou impedindo um contato excessivo do vírus com o medicamento e uma futura possibilidade de desenvolvimento de resistência”, observou Temporão. “A grande maioria das pessoas que estão contraindo esse vírus desenvolvem um quadro brando de doença, com recuperação sem a necessidade de tratamento medicamentoso”.
Medida 3: O processo de confirmação dos casos, em parte, também muda. Até agora, eram utilizadas amostras de material biológico individual para confirmar a doença em cada paciente. A confirmação era sempre laboratorial e individual. Agora, quando houver ocorrência de infectação comprovada laboratorialmente em alguém, as pessoas com vínculo epidemiológico com aquele paciente, em uma mesma instituição – como escolas, creches e empresas –, e que apresentem sintomas do Influenza A (H1N1), passam a consideradas infectadas. O vínculo epidemiológico, então, tornar-se suficiente para a confirmação.
Até então, as confirmações laboratoriais ocorriam na Fundação Oswaldo Cruz (RJ), no Instituto Evandro Chagas (PA) e no Instituto Adolfo Lutz (SP). O ministro Temporão ainda anunciou que outros três laboratórios do país passarão a fazer a confirmação da doença. Essa medida deve-se ao aumento da demanda aos laboratórios de referência para o Influenza A (H1N1). Apesar desse crescimento, há kits suficientes para os diagnósticos.
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